segunda-feira, 26 de maio de 2025

 

Fatos históricos e culturais da formação da região fronteiriça. Barbaquá e Pericom a raiz da tradição.

Pesquisa realizada por: Prof. Me.  Yhulds Bueno
“Não é a terra que constitui a riqueza das nações, e ninguém se convence de que a educação não tem preço”. Rui Barbosa

Tempo determinante para a vida, mas que não tem piedade passa muitas das vezes despercebido no mundo atual, pois quase ninguém tem mais tempo, mas todos precisam de tempo. Como definir o tempo? Tal definição precisa de uma análise profunda de fatos, dados, momentos, períodos, datas e horas, para isso precisaria de muito tempo de pesquisa, no dicionário tempo e definido da seguinte forma: (duração de fatos e suas variantes de acordo com emprego da palavra, o mesmo pode ter vários significados).
Fatos e histórias que são esquecidas, perdidas no tempo, protagonistas de seu tempo esquecidos ao passar dos anos no tempo, mas ainda se faz lembrado na memória de muitos fronteiriços que viveram ou descende de quem viveu nesses tempos, de uma fronteira diferente de casas e costumes que foram se perdendo no tempo.
Na atualidade muitas das atividades do passado já não existem mais, o moderno se faz presente o novo e mais atrativo o e velho se torna descartado, nessa roda intensa que é o ciclo da vida social e cultural dentro do cotidiano de uma cidade, as mudanças são necessárias para que as novas tecnologias tomem espaço auxiliando o processo de desenvolvimento de uma região.


A arte de produzir a erva mate é divindade por fases desde o cultivo de mudas, o plantio até o tempo da colheita isso demandava de tempo, depois de tudo pronto um dos processos mais importantes, segundo Helio Serejo (1946, p.27) “o barbauazeiro é o cérebro, a mola principal de tudo. Se ele falhar produzir-se-á um produto de baixa qualidade, chamado de “jaguarembó”. É o mestre no sapeco da erva, regula o fogo de lenha bruta para a produção de uma erva boa qualidade. Durante a noite toma uns “golinhos” de pinga para tirar o sono”.

O barbaquá tinha uma forma côncava, para melhor acomodação das folhas da erva mate para essa tarefa tinha três peões paraguaios, a erva não ficava durante o processo diretamente exposta ao fogo, mas através de um formo com aberturas laterais por onde o calor se espalha, o peão que chamavam de “Uru” que tinha a função de mexer na erva mudando-a de um lado para o outro para desta forma a erva sapecasse de forma uniforme, para realizar essa tarefa o “Uru” utilizava uma vara, chamada de tororembó.

Depois do trabalho pronto, era hora do merecido descanso e comemoração da boa colheita e preparo da erva, para isso eram chamados músicos e o pericom dança típica da região fronteiriça era a animação da festa.

“Pericón, é dança característica dos gaúchos argentinos, uruguaios e rio-grandenses-do-sul, na Argentina sempre foi considerada dança tipicamente, nacional. A música é composta em compasso terrário, com movimento vivo, e a dança tem grande semelhança com a quadrilha, com pequena variação na movimentação dos passos”. SEREJO, Hélio. Pialando...No Mas. Pág. 21.


Os bailes geralmente eram em comemoração a algo, como foi relatado por Elpídio Reis: “Churrasco. Os Pontaporanense são, como poucos, afeiçoados ao churrasco. Tudo é motivo para um bom churrasco. Festa de noivado, de casamento, por exemplo, tem que ter um grande churrasco. Quando o filho completa o primeiro ano, mais outro churrasco. Se um fazendeiro convoca a vizinhança para um mutirão ou “puxirão”, como se diz nas fazendas da fronteira, o almoço churrasco. Se é dia de marcação de bezerrada outro churrasco”. ELPIDIO REIS, Ponta Porã Polca, churrasco e chimarrão, Rio, 1981. Pág. 63.

Rememorar fatos épicos que ficaram esquecidos no tempo se faz necessário para relembrar de eventos que marcaram o povoamento da região fronteiriça no inicio do século XX, desta forma proporcionando a novas gerações conhecimento sobre suas raízes sócias, históricas e culturais, pois um povo sem memória e um povo sem história.

Viver o presente pensar no futuro, mas nunca se esquecer do passado assim se faz uma nação forte, pois um povo sem memória é um povo sem história.

 

PONTA PORÃ LINHA DO TEMPO| Memória histórica e cultural. Ponta Porã, ponto de parada de tropeiros, negociantes de erva mate e comboios de bois

Em busca de um ideal, através de lutas e dificuldade muitos realizam seus sonhos, tal conquista não é fácil, e por vezes tende aparecer à desistência em sua mente, mas quem insiste consegue consumar e realizar esse sonho. Yhulds Bueno

Erva mate também conhecida na região de fronteira como (ouro verde). Recebeu O nome científico Ilex paraguariensis que foi dado em 1820 pelo botânico francês Auguste de Saint-Hilaire, depois de entrar em contato com a planta no Paraguai. Aprofundando-se em suas pesquisas da origem da planta, descobriu que era na região do Paraná que a erva crescia em maior quantidade e qualidade, em seus registros ele se retratou dizendo que deveria tê-la nomeado Ilex brasiliensis.

Os nativos guaranis da região nordeste da Argentina parecem ter sido os descobridores do uso da erva-mate. No século XVI (16) os guaranis passaram este conhecimento aos colonizadores espanhóis, que o disseminaram por todo o Vice-Reino do Rio da Prata. Ver mate chegou a ser proibida no sul do Brasil durante o século XVI, pois a mesma era considerada "erva do diabo" pelos padres jesuítas das reduções do Guayrá. A partir do século XVI, no entanto, os jesuítas passaram a incentivar o seu uso pelos índios com o objetivo de afastá-los das bebidas alcoólicas. 
Foto da década de 1930 da família de Francisco Rodrigues, acervo de Carlos Morel. Fazenda Emboscada localizada na região fronteiriça de Ponta Porã neta época, hoje município de Aral Moreira.

Com o fim da Guerra da Tríplice Aliança a exploração e produção da erva mate cresceu atraindo aqueles que aqui se fixaram, para iniciar sua produção ervateira, esta região neste período da formação histórica fronteiriça serviam como parada de tropeiros e viajantes, esses oriundos principalmente do sul e de outros países que visualizavam oportunidades principalmente na exploração de erva mate entre outras riquezas minerais existentes. 
Fonte: Imagem da web. Vista aérea da Laguna Porã, década de 50.

Juntamente com a exploração da erva mate paralelamente a criação de boi (gado) se firmava na região e os negócios eram realizados as margens da Laguna Porã (PY), nas proximidades das três figueiras (onde se localiza o prédio da prefeitura Municipal de Ponta Porã - BR). 
Ponta Porã Linha do Tempo. Arquivo pessoal de Nilza Terezinha: Foto década de 40. Acervo de seu pai Itrio Araújo dos Santos conhecido como (cabo Itrio), que serviu no 11º Regimento de Cavalaria na cidade de Ponta Porã na década de 40, Cabo Itrio era um admirador da arte de tirar fotos, desta forma ao longo dos anos ele agregou ao seu acervo centenas de ricas imagens da região de fronteira. Esta imagem da fazenda de criação de gado na região do Maemi próximo a Rincão de Julho.

Arcevo do autor. Fonte livro Aral Moreira e Juvenal Fróes os caminhos da erva mate na fronteira Sul-Mato-Grossense. Carretas que faziam o transporte de erva mate.

No inicio da formação das fazendas na região, época nada fácil para quem se aventurou por estas terras vastas e misteriosas, que antes da divisão política dos estados brasileiros era composto pelos estados de Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, essa imensidão territorial estava longe dos grandes centros já em formação no Brasil.
Foto Arquivo da Família Rodrigues (Francisco e Miguel Rodrigues in memoriam). Acervo de Carlos Morel. Imagem na fazenda “Emboscada” de Francisco e Miguel Rodrigues. Peões no trabalho na secagem da erva mate. Década de 30.

“Começam a chegar a Mato Grosso as comitivas do Rio Grande do sul, as causas dessa epopeia. Terminada a guerra do Paraguai, em 1870, a zona sul de Mato Grosso se tornara conhecida pelos componentes da coluna do general Câmara, que operou nas cordilheiras de Amambaí e Maracaju, na sua fase final. Feita a desmobilização, os que regressaram à sua província natal Rio Grande do Sul levaram a notícia de que aqui existiam campos devolutos, próprios para criação de gado, e imensas matas virgens, onde se encontrava a erva-mate nativa.” ELPIDIO REIS, Ponta Porã Polca, churrasco e chimarrão, Rio, 1981. Pág. 49.
Foto Arquivo da Família Rodrigues (Francisco e Miguel Rodrigues in memoriam). Acervo de Carlos Morel. Imagem na fazenda “Emboscada” de Francisco e Miguel Rodrigues, ambos aparecem na foto juntamente com dois amigos de termo, inspecionando a plantação de erva mate. Década de 30.

Muitos acordos foram realizados nestes tempos, que serviram para alavancar o desenvolvimento econômico da região, erva mate o produto principal que movimentava o setor produtivo da economia local, era transportado às toneladas.

O desenvolvimento de uma região é necessário para que o progresso chegue, e com ele venha às novidades de novas tecnologias, para seguir amenizando as dificuldades do inicio da colonização, que os pioneiros tiveram que vencer para construir o seu sonho com sangue, suor e lagrimas na formação da região fronteiriça. 

Quando uma pessoa visita uma cidade já formada com suas Ruas, Avenidas, Bairros e Vilas e novas frentes de trabalho, o comercio ativo, a industrialização, escolas, hospitais, não conhece histórico das dificuldades que o município enfrentou para se crescer ao longo das décadas.

A economia seja ela gerado com a produção de grãos no campo, ou pela indústria alavanca o crescimento de uma cidade de uma região, ajudado no seu desenvolvimento sócio, político econômico e cultural, pois uma nova cidade prospera que incentiva quem acredita no seu potencial, serve de atrativo a novos migrantes, emigrantes e imigrantes de varias partes do país e do mundo, que junto com seu interesse em investir também traz sua cultura e costume que se misturam com os já existentes.

Hoje as novas gerações desconhecem a história de criação de seu município, como o mesmo surgiu, muitas vezes pode se dizer que desconhece sua própria história, sua origem, como seus ancestrais pioneiros em seu tempo vieram e se instalaram nesta região, dando continuidade a sua família, contribuindo para o crescimento e desenvolvimento da cidade. 

Rememorar fatos históricos e homenagear os pioneiros em seu tempo, e proporcionar as novas e futuras gerações o conhecimento de suas origens. Aos bravos em seu tempo o agradecimento por sua coragem.

 


      

Pesquisa: Prof. Me. Yhulds G. P. Bueno. Desde 1993 auando na docência da Rede Pública e Privada. Formado em Educação Física, Formação Pedagógica e Licenciatura em História. Mestre em Desenvolvimento Regional e de Sistemas Produtivos; Pós-Graduado em Metodologia do Ensino de História e Geografia; Pós-graduado: Docência em Biblioteconomia; Pós-Graduado: Ensino de História. Membro associado do Rotary Club Ponta Porã Pedro Juan Caballero Guarani – Distrito 4470


 



Ponta Porã: Professor Yhulds Bueno toma posse na ABROL – Academia Rotaria de Letras de Mato Grosso do Sul


Na noite de quinta-feira, 12 de dezembro de 2024, foi realizada a Reunião Ordinária de posse para novos membros da ABROL – Academia Rotária de Letras de Mato Grosso do Sul. Este evento destacou a importância da academia no contexto histórico e cultural, tanto no Brasil quanto no mundo.

Ponta Porã: Professor Yhulds Bueno toma posse na ABROL - Academia Rotaria de Letras de Mato Grosso do Sul

Durante a cerimônia, o Prof. Me. Yhulds Giovani Pereira Bueno foi empossado para ocupar a cadeira titular de número 28, cujo patrono é o Presidente Internacional do Rotary no período de 1996-97, Luis Vicente Giay, que faleceu na Argentina em 29 de agosto de 2020. Com essa posse, o professor Yhulds Bueno se torna o mais novo imortal da ABROL, uma instituição que tem como princípio a manutenção da memória histórica por meio do resgate historiográfico das inúmeras ações do Rotary no Brasil e no mundo. A imortalidade, neste contexto, está intrinsecamente ligada às ações que perpetuam através do tempo.

Ponta Porã: Professor Yhulds Bueno toma posse na ABROL - Academia Rotaria de Letras de Mato Grosso do Sul

Luis Vicente Giay ingressou aos 22 anos no Rotary Club de Arrecifes, do qual faria parte por toda a vida. Seu lema como presidente, “Construa o Futuro com Ação e Visão”, reflete a filosofia que guiou suas contribuições ao Rotary.

As Academias de Letras Rotárias estão presentes em vários estados e distritos pertencentes ao Rotary do Brasil, assim como em diversos países ao redor do mundo. Elas estão sempre em busca de pessoas que fazem a diferença, doando seu tempo e intelecto para a construção de novos saberes.

A Reunião Ordinária foi presidida pela rotariana e presidente da ABROL, a confrade Mari Franci. Este evento não só celebra a entrada de novos membros, mas também reforça o compromisso contínuo da academia com a preservação e promoção da cultura e história, tanto local quanto globalmente.

Curriculum do prof. Yhulds Bueno

Ponta Porã: Professor Yhulds Bueno toma posse na ABROL - Academia Rotaria de Letras de Mato Grosso do Sul

Professor.YHULDS GIOVANI PEREIRA BUENO:

Atuando na área da educação pública e privada desde o ano de 1993.

Ocupou cargos e funções de confiança na esfera municipal e estadual.

Atualmente ocupa a função de Coordenador Pedagógico na Escola Prefeito Orlando Mendes Gonçalves.

Membro Associado do Rotary Club Ponta Porã Pedro Juan Caballero – Guarani Distrito 4470. Ocupando ocupando o cargo dentro do clube rotário Presidente da imagem pública, desde o ano de 2019, 2020, 2021 e 2022, cargo de presidenre da comissão de companheirismo do club. 2023.

Presidente eleito do Rotary Clube Ponta Porã Pedro Juan Caballero Guarani ano rotário 2024/2025.

PALESTRANTE, PESQUISADOR INVESTIGATIVO, HISTORIADOR e ESCRITOR.

Formado em Educação Fisica.

Formado em em Pedagógia

Formado em licenciatura de história.

Pós graduado em Ensino da História.

Pós graduado em Docência em Biblioteconomia.

Pós graduado em Metodologia do ensino de História e geografia.

Pós graduado em planejamento educacional.

MESTRADO: DESENVOLVIMENTO REGIONAL E DE SISTEMAS PRODUTIVOS – UEMS.

Possui vários cursos de formação técnica em diversas áreas do conhecimento realizadas dentro e fora do estado.

Desempenhou funções, cargos e coordenação no Município de Ponta Porã e na SED/MS

PUBLICAÇÕES: Em jornais regionais e mídias sociais com o tema Ponta Porã Linha do Tempo fatos históricos e culturais.

Publicações de artigos de pesquisas acadêmicas em eventos e seminários nacionais e internacionais.

Tem citações de suas pesquisas por outros autores em artigos, dissertações e livros.

Possui participação e coautoria em livros e documentários.

Coautor do Livro do Centenário Regimento Marechal Dutra Sentinela Avançada da Fronteira ano de 2019.

Colaborou nas pesquisas históricas regionais, realizadas para o documentário Caminho da Minha Terra. Secretaria de cultura do Estado de São Paulo, exibido no Brasil e no exterior, 2015.

Participou do grupo de pesquisas da UEMS Polo Ponta Porã.

Colaborou com pesquisas em diversos municipios brasileiros.

Citado em diversas pesquisas e publicações de artigos, dissertações e livros dentro e fora do território nacional.

Colaborou como pesquisador no documentário sobre a Cultura do Tereré: um patrimônio do Brasil e do Paraguai Arte Nova Produções Artisitcas e Culturais do Estado do Rio de janeiro. 2019

Participou do documentário Do Nosso Jeito – Em Busca do Ser Sul-Mato-Grossense”. objetivo do projeto é dar protagonismo a elementos que são culturais e imateriais em Mato Grosso do Sul. Com iniciativa do Instituto de Desenvolvimento Educacional Alexandrina Carlos Pinheiro (IDEACP). Exibido na TV Aberta e pelo Globoplay. 2023

Participação no Documentário “Caminho dos Ervais” sobre a exploração da erva-mate. Produzido na região de fronteira do Brasil com Paraguay. 2024

HOMENAGENS:

Medalha da DPHCEx – DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO E CULTURA DO EXÉRCITO – Ministério da Defesa, ofertada pela Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército brasileiro – 2021

Medalha de Mérito Legislativo, ofertada pela Câmara Municipal de Ponta Porã 2015.

Votos de Congratulações pelos serviços prestados à sociedade e à comunidade acadêmica. Câmara Municipal de Ponta Porã – MS 2019.

Certificado de Reconhecimento Historiográfico Rotary Club Guarani Ponta Porã/ Pedro Juan Caballero Distrito N˚ 4470 – 2019.

Certificado de agradecimento por su valiosa colaboración ortogada por el Venerável Mestre da Loja Maçônica Caballeros del Templo n˚132. 2019.

Medalha do CENTENÁRIO em comemoração aos 100 anos do: 11˚ RC MEC Ponta Porã -2019.

Medalha Eurico Gaspar Dutra MS 2019, ofertada através do 11 RC MEC Ponta Porã-2019.

Medalha do bicentenário de Nascimentodo – Tenente Antônio João – Defesa e Progressão da Fronteira Oeste – Pantanal Brasil – Ofertada pelo 11 RC MEC. 2024

Certificado de Agradecimento ofertado pelo 11RCMEC – Pelas palestras realizadas nos anos de 2018 – 2019 – 2020 – 2021 – 2022 – 2023 – 2024.


Foto: Avenida Brasil década de 1970.


Imagem retrata Ponta Porã ainda em desenvolvimento com pavimentação substituindo os paralelepípedos,  canteiros na área central sem as árvores, a esquerda casa sobrado de Atamaril Saldanha, a direita da imagem Cine Cruzeiro (cinema da cidade)  na esquina prédio do Cinelândia. 

Pesquisa: Prof. Me. Yhulds Bueno


 PRÉDIO DO CASTELINHO PARA USO DA DIVISÃO DE SEGURANÇA DO TERRITÓRIO.


O Prédio do Castelinho foi utilizado durante o Governo de Getúlio Vargas para uso da Guarda Territorial que se instalou em Ponta Porã no período historiográfico de 1943 – 1946, durante três anos.

A escolha destes municípios foi estratégica por fazerem parte de áreas de fronteiras e alguns foram anexados por possessões de políticas-administrativas do Brasil. Esta unidade administrativa foi instalada com um formato peculiar, segundo fontes bibliográficas do período este formato seria em um formato de paralelogramo ou seja, um quadrilátero cujos lados opostos são paralelos, entre os rios Paraná e Paraguai, rios de importante circulação fluvial na região sul de Mato Grosso.

O Território Federal de Ponta Porã, ao longo de sua existência, foi administrado por três governadores: Coronel Ramiro Noronha, Major José Guiomard dos Santos e José Alves de Albuquerque. Segundo Centeno (2007).

O Território de Ponta Porã foi constituído por sete municípios que foram desmembrados do sul do antigo estado de Mato Grosso, a composição regional do território ficou estabelecida por: Bela Vista, Dourados, Maracaju, Miranda, Nioaque, Ponta Porã sendo esta a capital e Porto Murtinho.

Castelinho em fase de Ampliação para utilização da Divisão de Segurança do Território de Ponta Porã, Imagens década de 40. Fonte: Relatório sobre o Território Extinto por José Alves de Albuquerque (1944 – 1945 – 1946)

Pesquisa: Prof. Me. Yhulds Bueno

Ponta Porã Linha do Tempo/Yhulds Bueno.

Prédio sede administrativa do Território Federal de Ponta Porã 1943-1946.

O senhor Governador do Território manifestou-se contrário À Secretaria Geral do Conselho de Segurança Nacional, declarando que: “essa mudança no momento presente, embora considerando que teria sido preferível que a capital do mesmo tivesse sido inicialmente fixada em Maracajú, não se fazia necessária no período”, porém, pareceu que, não obstante os argumentos expendidos pelo Senhor Governador do Território, era conveniente que a aludida modificação se fizesse desde logo, sobretudo pela circunstância de se encontrar a cidade de Ponta Porã situada na própria linha de fronteira com o Paraguai e sem qualquer acidente físico que a separe da cidade vizinha de Caballero (Informação dirigida a Vargas, assinada por Alexandre Marcondes Filho, em 22/05/1944, p. 4. In: ARQUIVO NACIONAL – FUNDO GABINETE CIVIL DA PRESIDÊNCIA apud SANTOS, 2018, p. 58-59).

Este predio ainda existe na Avenida Brasil próximo a Câmara Municipal de Ponta Porã, foi por longa data utilizado como unidade do Ministério do Trabalho.

Pesquisa: Prof.Me.Yhulds Bueno

 


 Ponta Porã Linha do Tempo/Yhulds Bueno.


Inauguraçãoda Praça da Independência em Pedro Juan Caballero - PY. Imagem da década de 1920.

Na ocasião se fizeram presentes autoridades, em destaque no centro da foto abaixo da estátua o ervateiro Francisco Rodrigues neste período um dos principais produtores de erva-mate na região de fronteira.

Pesquisa: Prof. Me. Yhulds Bueno.